sexta-feira, 17 de abril de 2009

"Esvaziar de mim"

A algum tempo,após vários acontecimentos e chegado a conclusão de que Deus é o caminho, tenho tentado seguir a vontade dele,usando em minha vida literalmente a frase "quero me esvaziar de mim".
O meu maior dilema tem sido não seguir a Sua vontade,
mas saber dissernir a vontade Dele da minha,as vezes podendo achar que porque sinto algo a flor da pele é o Espírito Santo me guiando,e ser ao contrário,
ser meu coração gritando por algo que ele quer.
O coração é burro,pra isso existe a cabeça,para a fazer a parte que o coração não sabe fazer,
intervir quando uma paixão não tem jeito,quando um amor nao é correspondido,ter noção de qual é a hora de "pular fora",saber que aquela pessoa,não é pra gente.O espírito é diferente.Ele tem o o objetivo de nos guiar através da vontade de Deus,como uma manifestação dentro de nós,do que Deus quer para nós,porque aquilo sim,de fato será bom.
Tenho pedido tanto a Deus respostas sobre o que ele quer pra mim,qual atitude devo tomar,qual caminho devo seguir,quais pessoas são "as pessoas",e principalmente,que é "a pessoa".
Aquela que quando a encontrar,quando for no tempo de Deus, tempo certo,será a pessoa que junto a mim fará os desejos do Senhor,que estará comigo para crescer e construir a obra divina.
Porque escrevo tais coisas? Desabafo.Súplica.Entendimento.Não entendimento.Sufocante.Preocupante.Ansiedade.Eufórica.Dúvidas.Incertezas.Pedido.
Como meu objetivo tem sido fazer não a minha própria vontade,que nem sempre é boa pra mim,mas do Pai,tenho um grande aprimoramento pela frente: "O tempo do homem,não é o mesmo tempo de Deus", como sou ansiosa ao extremo,peço tantas respostas,faço tantas perguntas,e esqueço que nem sempre me serão dadas assim que as peço,mas sim quando a hora,de saber,e logo,quando for a hora,de tudo acontecer.

Enquanto não tenho respostas,enquanto fico na espera de Deus e de suas ordenanças,de seus mandatos para minha vida,eis que escrevo,talvez para me aliviar,ou até mesmo como uma carta para Deus.Talvez ele responda,talvez não.Mas o que importa? Tudo acontece,quando ele quer.

domingo, 5 de abril de 2009

Transições


Mais um período de transição que se constitui diante de mim,e sem dúvida,dentro de mim.
Apesar desses períodos na maioria das vezes causarem momentos constantes de auto-crítica,crises de identidade intransponíveis e muitas das vezes sentimento de estar faltando algo,sinto que esses momentos me fazem crescer,evoluir como pessoa,me ajudam a definitivamente me conhecer,conhecer minha essência.
De uns dias para cá,tenho pensado e observado,como as pessoas tem a mania constante de dizer que não se arrependem de nada do que fizeram,talvez porque não querem dar o "braço a torcer" dizendo que são covardes,ou que se orgulham de tudo que fizeram,porque tiraram daquilo algo de bom,ou até mesmo,porque não podem mais voltar no tempo.Pois eu digo: me arrependo de todas as coisas das quais hoje olho pra trás,e vejo que não foram louváveis,que não me acrescentaram grandes aprendizados,que me fizeram sofrer,me fizeram chorar,que magoaram outras pessoas,e principalmente,me arrependo de tudo aquilo que não é bom,aos olhos de Deus.
É certo que para sermos perdoados de fato,precisamos nos arrepender de coração,logo,eu me arrependo,não por ser covarde ou por tentar concertar aquilo que não tem mais jeito,mas por saber que daqui pra frente,tudo começará do novo,do zero.
Fatos interessantes vem acontecendo recentemente no meu cotidiano.Uma pessoa me disse algo do qual me chamou muito a atenção;dizendo que todas as pessoas as quais ela se relaciona,logo ficam corretas,ficam "certinhas",como se tivessem entrando no caminho certo,coisa que antes não acontecia.O fato interessante que eu havia citado é justamente este,pois ai vem a reflexão:por toda vida milhares de pessoas pedem a Deus respostas,pedem sinais para saber o caminho certo a seguir,a atitude correta a ser tomada,mas na maioria das vezes as mesmas não possuem dissernimento para perceber um sinal dado por Deus.Acreditam que algo será revelado por sonho,ou Deus irá aparecer para elas e dizer tudo que deve ser dito.De fato,tudo seria mais fácil se fosse assim que funcionasse,mas pensando bem,não teria sentido,e refletindo muito sobre o assunto,cheguei a conclusão de que para ser entendido certas coisas divinas,precisa-se estar emcomunhão com esta,em sintonia,como em intimidade com Deus,e mesmo assim,tais sinais serão dados de formas variadas,para que nós possamos perceber e interpretar.
Enfim,tenho para mim que a resposta nem sempre é mais difícil de ser encontrada,basta olharmos mais em volta de nós mesmos,e sem dúvida,dentro de nós.
Outra observação, é que percebo que só encontro inspiração para escrever quando me sinto passando por fases,vulnerável a determinado assunto relacionado a mim,ou coisas diretamente ligadas a mim.E ai vem os questionamentos:porque isso acontece,porque me sinto assim tantas vezes e cada uma de uma forma diferente,e até mesmo porque sinto vontade de escrever quando me sinto assim,e defitivamente,quando essa fase passa?
Não consigo explicar exatamente a resposta para todas essas perguntas,talvez,nem mesmo as tenha,mas o que sei eu digo,são perguntas como estas,que fazem a mim e a todos se auto-inpulsionarem,são questões como essas,que nos fazem ter sede de descobrir,de entender,de viver.E como Clarice cita:"Escrever é procurar entender,é procurar reproduzir o irreproduzível,é sentir até o último fim o sentimento que permaneceria apenas vago e sufocador."
E se pergunta o que espero dessa luta constante em encontrar respostas que talvez jamais terei? As respostas,nem sempre encontrarwi,mas pelo menos eu não me sufoco com as perguntas.

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

Ame de fato os animais



Hoje em minha visita diária pelo orkut,visitei algumas comunidades e seus respectivos tópicos,alguns membros destas que achei interessante,visitei suas comus,vi seus albúns e reparei em certos aspectos.

Algo,do qual não sei ao certo o que foi,me fez refletir sobre algo que eu simplesmente nunca havia parado pra pensar(eis aí uma opinião contrária quando dizem que o orkut é de tudo inútil,rs).

Sempre fui amante dos animais,todos,sem excessão,mas com uma pitada maior de apreço pelos cães.Em minha visita pelo álbum de um membro de uma comunidade em comum,encontrei uma foto,que por sinal postei ao lado,que diz: "Animais: Se voce ama uns,por que come outros?" e eu,simplesmente,não soube auto-responder.

Como pode uma pessoa inteiramente apaixonada por essa espécie, ser definitivamente uma carnívora,uma devorada compulsiva de carne?Não tem explicação.A vida inteira,por todos os dias,comi carne de diversos animais e sequer uma única vez me questionei porque fazia.Via minha mãe destroçando a galinha e sentia pena,mas quando pronta,comia até lamber os beiços.E agora,me sinto uma pessoa péssima.Não simplesmente por comer carne de animais,mas por dizer amá-los tanto e não ter pensado uma única vez que comia vários deles,por todos os dias.

Mas o bom disso,é que o remorço e a culpa não foram os únicos sentimentos que adquiri depois disso tudo.Senti pela primeira vez,uma vontade de mudança,de renovação.

Dia 10 de Fevereiro de 2009,Raissa Nogueira,eu,abro mão de comer todo e qualquer tipo de carne derivadas de animais,não só por uma melhor alimentação e qualidade de vida,mas principalmente,em respeito aos animais,que tanto amo,e por ter o desejo gritante de poder fazer alg para ajudá-los.

Termino aqui,com um post de uma citação da bíblia,do qual traduz muito do que tento passar:

"Não destruas por causa da comida as obras de Deus. É verdade que tudo é limpo, mas mal vai para o homem que come com escândalo. Bom é não comer carne, nem beber vinho, nem fazer outras coisas em que teu irmão tropece, ou se escandalize, ou se enfraqueça. "Romanos, 14: 20, 21

Pense nisso!

sábado, 31 de janeiro de 2009

Você


Você

Eu nunca soube ao certo quem sou
e até agora não sei,
só sei que tive vontade de cantar e dizer coisas de amor
quando eu te encontrei.

As vezes não consigo explicar o que sinto
há sentimentos que foram feitos apenas para sentir.
mas acredite,quando eu digo eu não minto
é de você que eu lembro quando me pego a sorrir.

Me perdoe se te faço sofrer,
se te causo algo no peito
um sentimento que chega a doer
mas quem disse que amar não é um jeito
mais dificil de se encontrar e se entender.

E desde que te conheci
tudo passou a ser diferente,
quem sabe voce não seja o remédio
que procurava pra esse coração doente?

sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

Palavras perdidas

Procuro palavras pra descrever o momento.
Procura em vão,não as acho,não dentro de mim,não há palavras em que eu mesma possa formular uma resposta para o que procuro.
Não sei ao certo expressar o momento,o que estou sentindo e o que estou pensando sobre o que sinto,e até pensando sobre o que penso.Pensar no que pensa? Comigo acontece.

Encontrei algo que traduza mais ou menos o que sinto:


“Que eu faço? Não estou agüentando viver. A vida é tão curta e eu não estou agüentando viver.”

terça-feira, 27 de janeiro de 2009

Sufocante


O que eu preciso fazer,pra não mais me magoar,magoar meu coração,tentar juntar mais uma vez os pedaços que parecem serem arrancados um a um?Não adianta dizer a mim mesma,que eu vou me afastar,porque não vou,talvez não consiga,e até mesmo não queira.Que não vou mais me deixar gostar,porque isso,é como se não estivesse em mim,não estivesse sob meus comandos.Apesar de sofrer,muitas vezes em silêncio,ou ao contrário disso,soluçar de tanto chorar com a cabeça no travesseiro,não quero viver de solidão,apesar dela estar presente dentro de mim.Clarice diz:"Amor será dar de presente ao outro a própria solidão? Pois é a última coisa que se pode dar de si." Tenho-a comigo,portanto,se há de entender que não encontrei ninguém que pudesse dar de presente,logo,nunca amei alguém em que automaticamente,levaria consigo minha solidão,uma solidão profunda,que me consome.
Talvez minha solidão esteja presente em tudo.Nas letras que componho,nas músicas que toco,nos trechos que escrevo,nos poemas que recito.Minha solidão está presente na minha alma,e não encontro mais escapatória para deixá-la,para arrancá-la de minha vida,como um dente:excruciante.
Escrevo agora,porque meu coração sangra,algo dentro de mim grita como se tentasse sair,mas não consegue.É a maneira que encontro para esse suplício,é escrever.É a única coisa que tenho,é o que me resta,e que tenho direito."Escrever é procurar entender,é procurar reproduzir o irreproduzível,é sentir até o último fim o sentimento que permaneceria apenas vago e sufocador."
Ao mesmo tempo em que essa solidão me incomoda profundamente,de uma maneira feroz e á flor da pele,não quero me livrar dela por inteiro.Ela faz parte de mim,da minha personalidade,e querer arrancá-la de tudo é como querer arrancar um orgão que me causa dor, mas é necessário. Após ler cada palavra do que eu escrevo,e tirar a conclusão de que estou sendo completamente contraditória,não pense que sou vulnerável ou até mesmo prolixa.Apenas entenda,que são palavras de alguém que sente,e não ignora,e que não se entende,e age como se entendesse.


Recordações

Acho engraçado quando paro pra reparar a fascinação que eu sempre tive pelo animais,e,pra falar a verdade,como sempre acreditei gostar mais deles do que das pessoas.
Não sei com exatidão o porque disso,talvez por acreditar que são mais sinceros,mais leais.
Quando não gostam de alguém,não fazem média nem fingem gostar,nao gostam e pronto.Já quando gostam,fazem de tudo para chamar a atenção e ter o carinho daquela pessoa.
Desde pequenina,sempre tive paixão em especial por cachorros.Não podia ver um cachorro de rua que entrava em prantos de choro,e se pudesse levá-lo comigo...ah se eu pudesse!
Costumava dizer que meu maior sonho era montar um canil em que pudesse colocar todos os cães de rua,dar assistência médica,ajudá-los a encontrar um lar,dar meu carinho a eles.Quem sabe até,me formasse em Medicina Veterinária,e pudesse fazer mais do que lamentar quando visse algum animal precisando de ajuda.Bom,quanto a isso,ainda não se concretizou,nem sei se vai,mas se minha missão realmente for essa,quem sabe venha a se concretizar.
Lembro-me de uma vez,que ganhei um cachorrinho de meu pai,quando tinha 8 anos,e dei a ele o nome de Pit.Ele era dócil e indefeso,pequeno e pretinho.Infelismente ele adoeceu,e minha mãe me obrigou a devolvê-lo.Depois disso,eu nunca mais tive um cão,não um que morasse na mesma casa,e estivesse todos os dias comigo.
Ás vezes penso,que certos fatos que ocorrem em nossas vidas,deixam marcas,e até mesmo traumas.Acho que criei uma certa carência com relação ao bichos depois que não pude aproveitar o meu.
Isso não aconteceu simplesmente com os animais,nem o sentimento que criou dentro de mim,em relação a eles.Mas até mesmo com pessoas,que não estiveram ao meu lado,quando eu mais precisei,pessoas que deveriam ser importantes e diferentes em minha vida,e que não ocuparam seus devidos lugares.Mais um motivo,pra eu acreditar que os animais são melhores do que as pessoas,rs.
A um tempo escrevi uma música sobre uma certa pessoa,que diz mais ou menos isso:" Ele nunca esteve comigo,quando eu toquei minha primeira música,ou chorei por minha primeira paixão,ele nunca esteve ao meu lado,e nunca ofereceu seu ombro pra eu chorar,ou simplesmente arrancou-me um sorriso,quando eu realmente precisava sorrir...".Para muitos,pode parecer dramático demais.Para estes,sem dúvida a história foi diferente.Muitas vezes só entendemos o que se passa,quando realmente passamos.
Independente de decepções geradas por pessoas,por momentos ou fases da vida,sempre podemos tirar algum proveito,mesmo que seja o aprendizado,que as cicatrizes nos trouxeram.De fato,o aprendizado é muito pouco perto da dor daquele momento,da dor que ficou cravada em si até mesmo depois de anos.Mas o que se pode fazer,perante situações em que você não tinha o controle,e defitivamente,fazer não ia resolver nada.

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

"Um amor pra chamar de meu"

Acredito que todas as pessoas,querem encontrar um amor.
Não simplesmente um amor,mas como alguém uma vez me disse, "um amor pra chamar de meu".
Ao longo da vida conhecemos inúmeras pessoas,de jeitos completamente distintos uns dos outros,ou até de nós mesmos,muitas com gostos em comum,outras que gostam da cor que você mais detesta.
Muitas são bonitas,outras nem tanto,algumas são inteligentes,e há outras ainda que não entendem nada do que você diz.Mas há aquelas,ou até uma em especial,que é diferente. As vezes pelo jeito de agir,ou da maneira como te trata,aquela que sempre te entende,mesmo que você não se entenda.Aquele alguém...que faz você pensar diferente de tudo o que já pensou,que faz você ter sede de ser uma pessoa melhor,que faz se sentir querida,segura,e ao mesmo tempo,causa um frio na barriga estranho,que você não sabe ao certo o que é,só sabe sentir...e sente de uma maneira forte e intransponível,e que sabe que desse jeito,você nunca sentiu,talvez nunca sinta por outro alguém.
Todo mundo um dia sofre por alguém.Se nunca sofreu,não se livrará disso,pois mais dia menos dia,vai acontecer.Tem pessoas que sofrem tanto,que passam a desacreditar num sentimento verdadeiro,passam a não mais querer se relacionar,fecham seus corações,como uma auto-defesa.
Comigo isso já aconteceu.Mas o que seria de nós,meros seres humanos,se não acreditassemos que exista uma outra pessoa,que fizesse as coisas serem diferentes,que fizesse sentir que nossos problemas são menores do que parecem,uma pessoa em que fizesse nossos dias mais felizes,pequenas coisas que nos agradasse,que nos ouvisse,nos aconselhasse,apoiasse,e acima de tudo...nos amasse.
Todo mundo quer um amor.Todo mundo procura por ele,ou se não procura,espera que o amor o encontre.Por mais que nunca tenham sentido em seus corações,não provassem de fato o que é o amor,todos o querem para si.
Eu sempre pego me perguntando se um dia eu vou ter um amor.Eu nunca amei alguém.Não digo amor de mãe,familiares,ou até mesmo amigos.Digo um amor entre um homem e uma mulher,que desejam construir uma vida juntos,em cima daquele amor.Eu nunca tive um amor assim,que despertasse algo diferente em mim.Você deve estar se perguntando como eu sei que nunca amei,se eu nunca senti amor.De fato...eu não posso dizer pro propriedade.Mas uma coisa eu posso dizer,o dia em que sentir amor de verdade,um sentimento que vai emanar de todo meu ser,eu saberei,naquele instante eu saberei,que estou amando pela primeira vez,talvez a primeira e única de toda minha vida,ou como Vinicius de Moraes diz: "...que não seja imortal posto que é chama,mas que seja infinito enquanto dure."
Eu sempre quis um amor verdadeiro,e agora quero mais do que nunca.Não quero uma paixão,avassaladora e efêmera.Paixões costumam ser sempre arrebatadoras,chegam do nada em nossas vidas e se vão como se levassem um pedaço de nós,mas passam.O amor não.Eu acredito que ele seja diferente,que quando você o sente por alguém,você deseja o bem daquela pessoa,e faz de tudo pra que isso aconteça.É um sentimento que não te faz mal,muito pelo contrário,que faz você crescer como pessoa.
Não sei se um dia eu terei a dávida de encontrar este amor que tanto almejo.Infelismente,acredito que poucos tem essa dádiva,e que podem usufruir dela.Mas independente disso,uma coisa é certa: aqui estou eu,a escrever através de palavras o que meu coração não consegue dizer,e ao mesmo tempo tentando não esmagar com palavras as entrelinhas.Tentando expressar um pouco daquilo que mora dentro de mim,e automaticamente,tentando me aliviar.
Não sei se sou merecedora desta dávida de Deus que é o amor,não sei se o experimentarei,se conhecerei um grande amor,se ele está mais perto do que imagino,ou tão longe do que conheço.Mas como Clarisse diz:"Enquanto eu tiver perguntas e não houver respostas... continuarei a escrever".

domingo, 25 de janeiro de 2009

Erros e Acertos


Incrível é a maneira como consigo complicar e dificultar as coisas.Complico minha vida,e acabo mesmo que não querendo,envolvendo outras pessoas nessa confusão em que na maioria das vezes me encontro.
Estou passando pelo momento mais difícil talvez de toda minha vida,um momento de transição,como de uma passagem para outra,duas passagens completamente distintas e extremas,onde tento me desvincular de coisas,e seguir outras das quais percebo que sempre deveria ter seguido,e que são de fato parte da linha que devo seguir.
Sei o objetivo que quero pra minha vida.Sinto em meu ser o próposito que Deus tem pra mim,esse..não é o problema.A raiz do problema se encontra mais fundo,como numa parte obscura do meu mais profundo interior,talvez uma parte de mim,que eu nem tenha conhecimento da existência,onde não sei onde fica,não sei o que se passa,nem como descobrir,e só o que tenho é a incerteza.
Clarice diz:"...estou procurando, estou procurando. Estou tentando me entender. Tentando dar a alguém o que vivi e não sei a quem, mas não quero ficar com o que vivi. Não sei o que fazer do que vivi, tenho medo dessa desorganização profunda." De fato,estou procurando..me procurando e procurando o que é bom pra mim,e tentando entender tudo isso.Tentando usar de tudo o que tenho,de tudo o que passei,que sei e que vivi,tentando tirar algum proveito de tudo isso,e ao mesmo tempo,não querendo toda essa experiência ou nem parte dela pra mim,não quero que fique comigo.Tenho medo de toda essa confusão que já se passou,e que é minha.Minha por propriedade,porque vivi,como se tivesse cada passagem escrita em meu histórico de vida.Mas ao mesmo tempo,não as quero,porque me fazem mal.
De tudo isso..de tudo o que passei,uma conclusão pelo menos eu tenho a certeza que tirei,algo bom em que levarei comigo.Que tudo o que fazemos,por algum motivo em especial,o meu no caso,pra suprir um vazio dentro de mim,que sempre existiu,e as coisas que esse vazio me levavam a fazer para tentar preenche-lo,eram nada mais que uma auto-enganação.
Toda atitude tomada por um impulso do momento,leva a consequências talvez muito piores do que se estava passando antes.É o que sempre aconteceu comigo.Algum ato que eu acreditasse cessar aquele vazio,enganava-me por um momento apenas,o momento em que estava acontecendo.Mas depois..eu me sentia,literalmente um lixo,me sentia suja,impura,e de verdade..me sentia cada vez mais afastada de Deus,a cada vez que eu provocava isso com uma atitude impensada minha.Mas pior do que enxergar e tentar mudar seu erro,cometido várias e várias vezes,é nunca enxerga-lo.E essa..foi a minha grande proeza,enxerga-lo mesmo que depois de cometer erros e erros.
Estou aqui agora..humildemente tentando não acertar da maneira que acho correta,mas da maneira correta,que Deus diz ser correta,e boa pra mim.
E mesmo que eu nao concorde,com muitas delas,eu irei segui-las,mesmo que nao supra meu vazio pelo menos por um momento..eu sei que ELE,tem algo muito maior,e grandioso pra mim.
E quer saber? O que seria de mim se eu não tivesse errado tanto,parasse por um minuto e percebesse,que agora..eu vou fazer certo.

quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

Um novo eu

Estou a sentir-me tão lúcida,com uma clareza tão grande sobre mim e sobre o que quero de tudo,que chego a me anular como pessoa atual.É uma lucidez vazia,como se tivesse a "me embebedar" por toda vida,e simplesmente isso não fizesse mais diferença e necessidade, coisa que antes fazia parte dos meus dias tumultuados.
Esse estado em que me encontro,chega a ser assustador,talvez por não estar acostumada com ele,por não saber lidar,ou estar acostumada demais com tudo o que era comum pelo menos pra mim.
Tenho pensando muito na vida que tenho levado,e a vida que quero pra mim,a partir de agora.Como se estivesse em confronto comigo mesma.Penso em todos os aspectos,vida sentimental,profissional,familiar,meu futuro,orando e pedindo a Deus força e sabedoria para seguir em frente,mas da maneira como Ele desejar,não como eu acho certa,como estava fazendo.
Como de costume,gosto de sempre assimilar fases ou sentimentos ,com frases ou trechos dos quais escuto ao longo da vida,e este,traduz o momento: "Para se curar do vício,pare de andar com os viciados".Tento a partir de agora,me livrar de todos os vínculos negativos de minha vida,onde não mais irei fugir de tudo isso,e tomar frente da situação.
Passo a ser agora,protagonista de minha própria vida,deixando de ser como muitas vezes,vítima da história,ou até mesmo a vilã dela mesma.
Uma nova fase está começando dentro de mim,onde terei que passar por um processo lento,e ao mesmo tempo difícil.É fato que isso será mais complicado do que se imagina,se livrar de coisas das quais sempre esteve acostumada,e até mesmo cômoda.Porém,quero agora uma resconstituição de mim mesma,onde haverão momentos de angústia,tristeza e até mesmo desistência do meu objetivo.Mas entro nessa pra ganhar,e tenho á frente da luta,algo mais poderoso que todas as armas e armadilhas que me puxarão pra baixo,tão poderoso e supremo,que será capaz de limpar...todo o lixo da minha vida.
Eis agora uma nova era...

terça-feira, 20 de janeiro de 2009

"Pra você entender o que eu também não entendo"


Estranho ás vezes a maneira como hajo diante de alguns sentimentos e confusões que tenho.Quando estou triste,eu toco. Toco como se naquele momento eu saisse de mim,e viajasse em cada nota da música,em cada verso da composição.Quando me sinto inspirada,talvez por alguém, ou até mesmo por acordar assim,eu componho.Escrevo o que sinto no momento,transponho a complexidade daquilo que é tão estranho dentro de mim.Muitas das vezes,são composições sem melodias,outras componho já com cifras.
Mas o mais interessante,é como tenho a necessidade de me entender,de entender o que se passa,o que sinto,o que penso,o que tenho em mim,e é só meu,onde ninguém compartilha daquilo comigo...e por isso escrevo.
Um amigo me disse um trecho de uma música de Rogério Flausino,que diz:"Essa não é mais uma carta de amor, são pensamentos soltos traduzidos em palavras, pra que você possa entender o que eu também não entendo." Expressa bem o que eu quero dizer,ou pelo menos tento dizer.
Sempre me senti excêntrica,diferente da massa.Não por me achar melhor que os outros,ás vezes até bem ao contrário disso,mas pelas diversas e estranhas coisas que acontecem,pela visão que tenho de certos assuntos,pelo gostos diferenciados,pelos objetivos que almejo.E isso,muitas vezes não foi bom pra mim,muitas vezes ainda não é.É como se indiretamente,eu ou outros me excluessem de um todo.Como se eu estivesse sempre "fora do círculo",criando uma certa barreira em áreas da minha vida.
Tenho necessidade de escrever.Não escrevo,como num blog,para mostrar para os outros,ou publicar minha vida.Não para me promover,ou mostrar algo que não sou,ou mostrar demais quem sou.Escrevo porque minha alma grita.Como algo que viveu preso a vida inteira e sentisse vontade de ir ao topo mais alto pra que através do grito soassem ecos da minha dor.

Dilemas

Tem dias que eu acordo com vontade de viver,de fazer várias coisas ao mesmo tempo,de sentir meu dia produtivo,acordo com vontade de cantar,arrumo a casa,leio meus emails, vou á academia malhar,leio mais um capítulo daquele livro,coloco o som no último volume e danço no meio da sala.Hoje,é um dia desses.
Confesso ainda não ter feito tudo que citei,mas o que vale de fato,é que pelo menos a vontade de fazer tudo isso surgiu,rs.
Ás vezes eu sinto que meu grande problema é pensar demais,e que não há ninguém que pense tanto em tudo quanto eu.Penso em todas as possibilidades futuras,imagino como seria a vida de uma pessoa que acabou de passar do meu lado no meio da rua,como eu iria agir se ganhasse 1 milhão de dólares e como o gastaria,como lidaria se fosse mãe,ou simplesmente o que aquela pessoa que não sai do meu pensamento está fazendo neste exato momento.
Muitas das vezes,acontecem coisas das quais eu gostaria que fosse diferente,mas, como ja faz parte do passado,não posso fazer mais nada a respeito,então penso..e ás vezes,me sinto mal com isso.Como se meus pensamentos tivessem vida própria,e até mesmo eles me fizessem um certo mal.Como se eu mesma tivesse contra mim,em certos momentos.
Clarisse Lispector disse: "Sou composta por urgências: minhas alegrias são intensas; minhas tristezas, absolutas. Me entupo de ausências,me esvazio de excessos.Eu não caibo no estreito,eu só vivo nos extremos". Pois bem,nunca vi uma citação que nao fosse feita por mim,que explicasse tão bem o meu próprio eu,ou pelo menos parte dele.Principalmente na parte em que diz "...me entupo de ausências,me esvazio de excessos", e essa seria a frase que define meu momento agora,talvez o momento mais complexo e confuso de toda minha vida,em que tento suprir minhas ausências e ansias,sem meter os pés pelas mãos, e ao mesmo tempo,tento me esvaziar dos excessos que cometi ao longo do tempo,me limpar de todos eles,e não comete-los mais.O mais irônico disso tudo,é que no final das contas os excessos eram como uma válvula de escape que encontrava para fugir das ausências,para fugir de mim mesma,a ponto de fugir tanto,que acabei conseguindo me perder.E agora,só o que eu quero é encontrar meu lugar no mundo,achar minha essência,a essência que eu perdi entre tantos erros tentanto sempre acertar.

segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

Sair do papel

"Vou de encontro não só a alguém mas ao que senti dentre todo este tempo,em que sentimentos e pensamentos confusos tomavam conta de mim.Me sinto ansiosa,meu coração pulsa de uma forma rápida e desesperada,confesso,me falta ar.A partir daqui,não sei o que esta por vir,mas quero ver,e vou até lá pra descobrir."

O que eu sinto

Ás vezes a vida nos reserva situações das quais,jamais imaginariamos passar.
Conhecemos pessoas de formas inusitadas,e talvez uma delas,se diferencie ainda mais dentre estas.Alguém do qual você viveu a vida inteira sem conhecer,sem ter por perto,e a partir daquele momento,passa a ser tão importante,e essencial.
Você passa a ter sede da presença daquele alguém.Conversas por messenger,por telefone ou recados no orkut,já nao são o bastante,você quer mais.Já aconteceu com você? De você sentir saudades..de alguém que você nem conhece,que sequer deu um abraço,mas sentir falta como se tivesse ja se concretizado.Eu nao sei explicar bem ao certo,mais sei sentir,e sinto.E gosto de sentir,e quero sentir mais.